ADCR Caxinas Poça Da Barca

.

domingo, 18 de março de 2012

Para Recordar

O momento de saudade e tristeza que hoje vivemos afasta-nos da alegria contagiante que o Rui sempre viveu, e que nos ensinou como sendo a melhor forma de criar amizades, construídas numa atitude de permanente serenidade e perseverança.
Ao longo dos anos de amizade que fomos reforçando através de laços, alicerçados em atitudes de plena grandeza humana, feitas por pontes que serviram sempre para construir consensos, o nosso Rui foi-se revelando cada vez mais, possuidor de uma missão, atribuída apenas a seres invulgares, caraterizados por comportamentos que rapidamente lançam a curiosidade de compreender que, afinal a sinceridade do seu caráter, desenhava-se no brilho dos seus olhos e nas palavras que sempre formadas por um enorme respeito por todos, escreviam sempre na sua boca – honestidade e humildade.
De facto, o Rui foi sempre o amigo que em todos os instantes se mostrava diferente de todos. Sim, diferente, porque o Rui tinha uma missão que eu sempre desconfiava, por vezes não entendia mas que agora, percebo como sendo uma espécie de guia, de guardador dos nossos sonhos que, afinal nós julgávamos impossível de existir em alguém.
Agora percebo Rui que, quando nos olhavas, escrevias diálogos, que quando nos olhavas desenhavas projetos, que quando nos olhavas orientavas o nosso caminho.
O tempo que juntos passamos foi muito curto, no entanto, considero-me privilegiada, no sentido de ter privado momentos contigo que me ajudaram a ultrapassar dificuldades que ao teu lado rapidamente se transformavam em ténues suspiros.
Suspiros diferentes daqueles que agora, em silêncio eu esperava conseguir transformar em gritos de raiva e de ódio. Tudo porque essa coisa que chamamos morte não tinha o direito de nos roubar este grande Amigo.
Afinal, não consegui revoltar-me, estou serena e com uma paz de espírito que só consigo perceber como tendo sido tu – querido Rui – que pusestes no meu corpo.
Não posso continuar triste, porque tu sempre nos ensinastes a ver no brilho dos teus olhos a felicidade de ver o mundo com o sorriso que os teus meninos, os jogadores do Caxinas, sempre sentiram, quando junto deles eras uma espécie de Pai.
Por isso, vais continuar a ser convocado para as nossas reuniões, e a cadeira que os nossos olhos vêem vazia, nunca esteve tão cheia, porque agora para onde quer que o teu Caxinas vá, tu irás sempre à frente e quando os teus meninos chamarem por ti, tu saberás responder com aquilo que sempre te fez vibrar – os nossos golos, as nossas vitórias.
Obrigado Rui e já agora quero-te dizer que logo, que pode ser mesmo agora, vou precisar de falar contigo, e agora é tão fácil, não preciso de te procurar, – basta olhar para o Céu para te ver, e quando mais um golo do teu Caxinas acontecer, todos nós vamos ouvir um som de umas palmas diferentes – és tu que num camarote celestial acompanhado de uma claque de anjos – gritam o hino da tua alegria: Caxinas, Caxinas, Caxinas.
Até já!
A PRESIDENTE DA DIREÇÃO
Sílvia Alves

Sem comentários:

Enviar um comentário